Copom reduz taxa Selic para 14% ao ano e sinaliza cautela com inflação

Banco Central promove o quarto corte consecutivo dos juros básicos, mas afirma que próximos passos dependerão da evolução da inflação e do cenário econômico.

05/08/2026 19H54

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (5) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime entre os integrantes do colegiado e representa o quarto corte consecutivo da taxa em 2026.

A redução de 0,25 ponto percentual já era amplamente esperada pelo mercado financeiro. Apesar do novo corte, o Banco Central destacou que continuará adotando uma postura cautelosa diante das incertezas sobre a inflação e que as próximas decisões dependerão dos indicadores econômicos que serão divulgados até a próxima reunião do Copom.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros caem, a tendência é que empréstimos, financiamentos e crédito fiquem mais baratos, estimulando o consumo e os investimentos. Em contrapartida, juros menores também exigem maior atenção para evitar pressões inflacionárias.

O que muda para consumidores e empresas

Com a redução da taxa básica, especialistas avaliam que bancos tendem a reduzir gradualmente os custos de financiamentos, crédito pessoal e empréstimos para pessoas físicas e empresas. No entanto, essa diminuição normalmente ocorre de forma lenta e varia conforme cada instituição financeira.

Por outro lado, investimentos atrelados à Selic, como o Tesouro Selic e diversos fundos de renda fixa, passam a oferecer uma remuneração ligeiramente menor, embora continuem sendo considerados aplicações de baixo risco.

Inflação segue no radar

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom ressaltou que continuará acompanhando atentamente o comportamento dos preços, da atividade econômica e do cenário internacional. O comitê reforçou que futuras decisões serão tomadas com base nos novos dados econômicos, mantendo o compromisso de conduzir a inflação para a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A expectativa do mercado é que o Banco Central continue avaliando novos cortes ao longo dos próximos meses, desde que a inflação permaneça sob controle e o ambiente econômico permita uma flexibilização adicional da política monetária.



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